31 de julho de 2007

Outono e inverno acumulam maior índice de acidentes

O feriado de Corpus Christi computou estatísticas lamentáveis nas estradas brasileiras. O número de mortos aumentou em relação ao mesmo período de 2006. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 92 pessoas morreram. No ano passado foram 69. Cresceu também o número de acidentes: quase 300 a mais do que em 2006. Os estados com mais mortes foram Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. A neblina, comum nestes meses do ano, pode ter contribuído para esta realidade. A formação de neblina, muito comum nesta época do ano em grande parte das estradas brasileiras, pode contribuir para o aumento no número de acidentes.
A proximidade das férias e do conseqüente aumento do número de veículos em trânsito nas rodovias torna a questão ainda mais séria. Mas diminuir a velocidade e aumentar a cautela pode não bastar para que o motorista tenha uma viagem tranqüila. O Brasil já dispõe de tecnologia de ponta para promover uma sinalização horizontal adequada a este tipo de situação. Uma sinalização que seja vista, mesmo em condições adversas como chuva e neblina. De dez anos para cá se investiu pesado no desenvolvimento de produtos que não apenas sejam duráveis, mas eficientes como ferramentas de segurança para as estradas e vias públicas. Existem no mercado, Produtos de Segurança Tipo II para sinalização viária. São produtos ecológicos com altíssima retrorrefletância, pois são formulados com microesferas de vidro, tornando a demarcação mais viável, principalmente em momentos críticos como à noite sob chuva ou neblina.
Outro problema que prejudica a visibilidade é o defeito no sistema de iluminação e de limpadores de pára-brisa. Como o inverno iniciou no dia 21, os motoristas de veículos com defeitos nos sistemas de iluminação, limpador e lavador de pára-brisa e em vários outros pontos, terão maior dificuldade para trafegar por ruas e estradas com cerração, nevoeiro, garoa e a baixa temperatura, próprios da estação.
Essa preocupação é justificada pelo fato de 59% dos 875 veículos inspecionados nas quatro primeiras fases do Programa de Inspeção Veicular Gratuita que se realiza em São Paulo apresentarem pelo menos um defeito de iluminação (faróis e luzes em geral) e 44% deles mostrarem deficiência nos sistemas de limpador e lavador de pára-brisa.
Técnicos salientam que o inverno é propício para a realização de inspeção dos sistemas de limpeza e lavagem dos limpadores de pára-brisas e que as palhetas devem ser trocadas a períodos de 12 meses ou quando as borrachas não funcionarem corretamente, por estarem ressecadas, danificadas ou com folga no mecanismo. Também recomendam a revisão do sistema de ventilação interna e do conjunto formado pelo reservatório de água, tubulações e peças de acionamento das palhetas.
Outro aspecto identificado em estudos é a crescente presença de veículos com iluminação prejudicial à visão de motoristas que trafegam em sentido contrário. Esse problema é conseqüência da falta de regulagem, de substituição incorreta de lâmpadas, principalmente não originais, desalinhamento dos focos provocados por danos na carroceria e, principalmente, pela desatenção ou negligência dos proprietários em relação à manutenção periódica.
Fonte: Jornal Estrada